
brinco copella
colar lita raies + cris guerra
casaco mabel magalhães
regata de tricô zoomp
anel comprado em um camelô de paris
calça mabel magalhães
sapato arezzo
bolsa maria bonita extra
(foto edmundo bravo, o marido)






maio23rd

brinco copella
colar lita raies + cris guerra
casaco mabel magalhães
regata de tricô zoomp
anel comprado em um camelô de paris
calça mabel magalhães
sapato arezzo
bolsa maria bonita extra
(foto edmundo bravo, o marido)
maio23rd
Viver não é bolinho. Não que seja uma tortura, longe disso. Tem coisa mais gostosa que viver? Mas nem porque é bom quer dizer que seja fácil. Nessa de todos os dias abrir os olhos, sair de casa e passar cada dia por um dia novo, precisamos estabelecer algumas prioridades. Colocar tudo quanto temos bem na nossa frente e separar tudo entre as coisas sem as quais não conseguiríamos viver de jeito nenhum e as coisas que tornam a vida mais agradável, mas que sem as quais vamos levando.

Temos necessidades e desejos. Precisamos nos locomover de um lugar a outro, mas queremos o carro do ano para impressionar o vizinho. Precisamos nos alimentar, mas queremos aquela marca X de azeite de trufas belgas colhidas por virgens zarolhas de Timbuktu. Precisamos de amigos, mas queremos ser da turminha descolada que está em todos os fervos do momento.

Mas, como já disse, viver não é bolinho e às vezes passamos por um revés, ou por vários ao mesmo tempo. E na hora do aperto, as primeiras coisas das quais temos de abrir mão são as que queremos. O alicerce, o norte, o cerne estão nas coisas de que precisamos, no essencial, no arroz com feijão. O resto é muito bacana, mas dá para viver sem. Faltando o substancial, ficamos sem forças e o ânimo se dilui…

Anéis vêm e anéis vão, mas os dedos ficam e quando os vemos nus é melhor que os tenhamos fortes, sadios e bem assistidos por apoios firmes.
Augusto Paz
Colunista Convidado
augusto-paz.blogspot.com