
brinco lita raies + cris guerra
trench coat maria bonita extra
por baixo, camiseta adidas
anel fabrizio gianonne
short carina duek para c&a
sapato arezzo
bolsa la sacoche
(foto odete martins)






maio30th

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(foto odete martins)
maio30th
É certeiro! Toda semana vem alguém me perguntar se o texto da vez é um recado para alguém. A resposta é não. Meus escritos são gerais. Têm tom pessoal porque são crônicas e não bulas de remédio. No entanto, antes que alguém pergunte, já digo que a coluna desta semana, escrevi para mim.

Você já se encarou à frente do espelho e se perguntou “o que foi que eu fiz?”. Estamos tão acostumados e prontos a apontar os erros alheios, que nos esquecemos dos nossos próprios. E aí? O que foi que você fez? Escondeu alguma coisa que não deveria? Não deu atenção a quem merecia? Que rumos você tomou? Está onde está porque quis ou foi acidente de percurso? A princípio pode parecer bobo, mas este é um exercício amedrontador. Somos nossos críticos mais ferozes e às vezes a resenha da nossa vida pode resultar assustadora.

Durante essa minha curta vida de 20 anos de duração, passei por uns seis meses meio turvos. Sorumbático, catatônico e outras proparoxítonas que deixam a tristeza mais nobre. Certo dia, durante uma viagem a trabalho – à época ainda atuava como jornalista período integral – recebi a luz, ou melhor, o bofetão necessário para virar a situação. Em um jantar de lançamento de alguma marca fiz uma daquelas amigas instantâneas. Uma daquelas que a gente vê, cruza o santo e não quer largar. Aquelas que são impulsionadas por um pouco de carência e duas garrafas de vinho. Ela soltou a frase que mudou tudo: “Tarimbe-se!”. Trocando em miúdos disse: assuma seus atos, suas falhas, seus méritos. Não fique rolando nos louros alheios, nem se afogando em lágrimas descabidas. Há de se ver as coisas por seu viés prático também. Errou? Retrate-se; Quebrou? Conserte; Ofendeu? Desculpe-se; Caiu? Levante-se; Ninguém fará isso por você.
Não há demérito algum em assumirmos nossas fraquezas, em pedir ajuda, em suprimir o orgulho, nem que seja por um instante. Assuma-se e empodere-se de si mesmo. A vida fica mais tranquila quando tomamos as rédeas dela.
Augusto Paz
Colunista Convidado
augusto-paz.blogspot.com