Hoje Vou Assim | Cris Guerra
  • Alegria
  • janeiro24th

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    Mulher real (cliente da marca) desfilando para Uma na SPFW

     

    A revista Vogue lançou ontem, durante a São Paulo Fashion Week, uma campanha global para promover a vida saudável. Como isso vai se traduzir no dia a dia da revista? A começar, por não adotar modelos abaixo do peso ou com menos de 16 anos nas produções de fotos de responsabilidade da revista.

    A diretora de redação da Vogue no Brasil, Daniela Falcão, explicou que as capas, campanhas e editoriais vão mostrar mulheres glamurosas, mas com corpos possíveis. Mulheres reais, como as leitoras. Além de informar sobre distúrbios alimentares como obesidade, bulimia e anorexia, entre outros.

    A idéia original do projeto é de Anna Wintour, editora da Vogue America, a mesma que foi retratada no livro que virou filme “O diabo veste Prada”. A iniciativa ganhou força com a Vogue Itália e agora se espalha pelas revistas Vogue do mundo inteiro. Cada edição pode adaptar a campanha para falar dos assuntos mais importantes de seu país.

    A revista brasileira vai focar nos remédios para emagrecer e na anorexia. Na China, a campanha é contra a quantidade de gordura ingerida pelos jovens. E assim por diante. Porque os detalhes do exagero podem ser diferentes, mas mulheres do mundo todo têm em comum a busca pela beleza a qualquer preço. Um sinal claro de que o mundo (e as mulheres) estão pedindo respeito ao corpo. Como já vínhamos observando, a moda vem pedindo mais doses de realidade para continuar fazendo sentido. 

  • janeiro19th

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    Tive a honra de ser convidada pelo Ministério das Relações Exteriores para escrever especialmente para uma publicação chamada Textos do Brasil. A edição para a qual fiz um artigo é a de número 18, fala sobre a moda brasileira e eu escrevi sobre a relação entre moda e internet. Imagina a minha alegria por estar presente numa revista dessas, que traz nomes de peso como Costanza Pascolato e Glória Kalil. Finalmente a revista saiu, é linda de morrer e será editada em várias línguas, para ser lida pelo mundo afora. Você pode baixar o seu arquivo aqui. Abaixo, imagens do meu artigo.

     

    Minha gratidão a Ana Beatriz Nogueira, que me fez o convite.

  • dezembro30th

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    Parar de buzinar nos engarrafamentos. Além de não adiantar, inferniza a vida de quem não tem como sair do trânsito.

    Exercitar a paciência com os outros – a mesma que você espera que tenham com você.

    Sorrir e dizer “Bom dia”, “Boa tarde”, “Boa noite”. Não exige nada de você, mas faz a maior diferença para o outro.

    Passar a enxergar: o vigia, a faxineira, o varredor de rua, o porteiro, o guarda, a mulher do cafezinho. Pessoas cuja existência muitas vezes só notamos quando nos faltam.

    Tomar outros caminhos, escolher outro restaurante, outro prato, outra cor. Antes de ser um risco, pode ser uma boa surpresa.

    Observar a paisagem. Não é porque os prédios são cinzentos que não existe o céu azul.

    Ouvir mais. Lembrando que ouvir não é simplesmente calar, mas abrir os ouvidos e o coração.

    Parar de rotular as pessoas. Rótulos têm uma cola difícil de sair.

    Aprender a elogiar. Um elogio pode fazer o dia de alguém.

    Tentar se colocar no lugar do outro. Sempre.

    Colocar o medo no lugar do medo. Ele existe para nos alertar, não para nos paralisar.

    Amar sem medo de dar errado. Porque amar com medo já é sinal de que deu errado.

    Jogar fora papéis velhos e preconceitos. Como o lixo, preconceitos só servem para nos tapar a visão.

    Entender que o nosso controle da vida tem limites. O resto é com a vida. Quando você descobre isso, tudo corre mais fácil.

    Feliz 2012.

  • dezembro26th

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    Mudança feita para a casa nova, ainda restam tantas coisinhas miúdas espalhadas pelo apartamento antigo. Os últimos dias de 2011 são meu deadline para retirar tudo de lá. Mais um pente fino: o que mais doar, o que vender, o que levar.

    Hoje, foi dia de me despedir dessa imagem enorme dos meus pais, com a qual convivi por cerca de seis anos.

    Sempre gostei de fotos antigas e do que elas poderiam me dizer sobre a minha história. No dia em que esse adesivo ficou pronto, fomos assistir à instalação. Antes que ele estivesse todo colado, eu já estava aos aos prantos. Fiz um brinde a eles, e assim os recebi em minha casa. Era um jeito de tê-los mais presentes em minha vida.

    Agora, é hora de seguir em frente. A imagem não está nas novas paredes, mas o amor vai comigo. E ele é bem maior que a foto.

    ao fundo, Dona Dulce e Dr. Fernando

    brinco lita raies + cris guerra (presente da minha segunda mãe)

    colar raquel braga + rogério fernandes

    vestido ellus

    sapatilha maria bonita extra

    (foto odete martins)

  • novembro29th

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    No último domingo, fiz um programa inédito. Na orla da Lagoa da Pampulha, na companhia do meu namorado e de outras 2999 pessoas, corri 5km em 33 minutos, todos eles debaixo de chuva. E ainda paguei 70 reais pelo programa. Eu, que estava há meses sem aparecer na academia. Eu, que consegui treinar uma vez apenas – e, no treino, não consegui correr mais de 1600 metros. 

    Por conta do ofício absorvente da publicidade, passei 20 anos iniciando e abandonando atividades físicas as mais diversas, sempre na esperança de encontrar alguma que eu não conseguisse mais parar. E foi esse o meu objetivo neste domingo: não parar.

    Você poderá dizer que não é nada correr 5 mil metros em 33 minutos. Para você, pode não ser. Para mim, é uma surpresa. Algo de que eu não me achava capaz. Depois do primeiro quilômetro, exausta, prometi a mim mesma que não pararia de correr, pelo menos até a marca dos 2km. Tive sorte: não vi a placa e cheguei até os 3. Ao perceber ter feito o que eu julgava impossível, ficou mais fácil chegar até o final sem dar um passo em velocidade normal. 

    Enquanto desviava das poças d’água e de uma infinidade de pessoas caminhando aos pares e entoando longas conversas, eu ouvia apenas a minha voz interna: “devagar e sempre”. E a cada vez que eu ultrapassava um participante, o intuito não era ser mais rápida que ele: era ser melhor que a mim mesma. 

    O mérito não é só meu: é do meu namorado também, que injetou em mim esse gosto pelos desafios. Ele gosta de ter os seus, e os enfrenta feliz – é uma de suas receitas para ser sempre jovem.

    A medalha que eu recebi não é de ouro, nem de prata, nem de bronze. Mas sou eu em primeiro lugar no meu pódio particular – em segundo, aquela que eu era ontem. Cheguei na frente de quem eu imaginava ser. 

    Acordei na segunda-feira com uma sensação de ser capaz. E com a certeza de que meus maiores obstáculos moram dentro da minha cabeça.

    Competir com os outros pode ser desgastante. Competir comigo mesma pode ser surpreendente.

  • novembro23rd

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    A vida tem momentos que nunca vão sair da memória: como ser convidada para ser uma das cinco embaixadoras da campanha Joias de Minas, da H.Stern, que lança a coleção Highlight, feita inteiramente com pedras preciosas mineiras. Participar de um ensaio fotográfico deliciosamente divertido com Weber Pádua. Saber que a venda dos aneis da coleção terão parte da renda revertida para o Servas. E fazer parte disso tudo ao lado de duas mulheres queridas, que eu admiro muito: Leila Ferreira e Tereza Santos. Não tem preço.

    O coquetel de abertura da exposição aconteceu na noite passada, mas infelizmente eu não pude ir por causa de um compromisso de trabalho em outra cidade. Mas eu estava presente em foto! Por sinal, muito bem vestida com um colar e três aneis H.Stern, dignos de sonho.

    As fotos ficam expostas no Museu das Minas e do Metal, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, até o dia 25 de novembro.

  • novembro3rd

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    Seguem mais fotos do ensaio com a produção de moda de Marta Duque (que não está linkada aqui ainda porque o Facebook tá fora do ar!!), fotos de Vanessa Kohler e beleza de Marcela Faria.

    presilhas brechó cansei de ser madame e mary design

    vestido apartamento 03

    meia arrastão importada (acervo marta duque)

    sapato maria bonita extra

    brinco lita raies + cris guerra

    colar amarrado como pulseira mary design

    anel mary design

     

  • novembro3rd

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    Um encontro na porta da escola, outro encontro na festinha da escola, mais alguns minutos de conversa e começava uma amizade. Marta Duque (que não está linkada aqui ainda porque o Facebook tá fora do ar!!), produtora de moda, eu fazedora-dessas-coisas-todas e estava feito o convite: “Vamos fazer uma produção de fotos juntas?” Claro, claro, claro! Demorou um pouco pra acontecer, porque tivemos que arranjar uma brecha no calendário, mas a ida de Marta para Paris pra morar até o meio do ano que vem foi um bom acelerador do processo. Pra fotografar, ela convidou a talentosa e fofa Vanessa Kohler, que convidou a craque Marcela Faria pra fazer a beleza e pronto. E quando existe prazer e vontade de fazer bem feito, não há quem segure. Tudo o que fiz foi reservar a minha tarde, porque o trabalho mesmo, quem teve foi essa equipe maravilhosa, feminina e reforçada pelo assistente-mais-gente-boa-d0-mundo. Olha o resultado:

    chapéu brechó cansei de ser madame

    vestido apartamento 03

    meia calça lupo

    sapato arezzo

    bijuterias mary design