Hoje Vou Assim | Cris Guerra
  • Entrevistas e Matérias
  • janeiro23rd

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    Nem bem a São Paulo Fashion Weed começou e eu já tinha o meu desfile predileto!

    Não li o release da Animale antes do desfile, por isso não me prendi à inspiração da estilista Priscilla Darolt ao criar a coleção de inverno desfilada ontem, abrindo a São Paulo Fashion Week. Mas no terceiro minuto do desfile já tive aquela impressão gostosa de que nada do que viria depois dele seria melhor. Pura euforia de quem gosta de moda a ponto de querer entrar em cada roupa.

    A Animale trouxe uma coleção de inverno fluida, com o caimento que estamos mais acostumados a ver no verão. Seda, transparências, bordados e brilhos em profusão, mas sempre com muito equilíbrio, falavam de uma elegância antiga que certamente é resultado de uma revisita aos anos 20, com vestidos de cintura mais baixa e a sofisticação dos bordados em tecidos menos rígidos. Uma coleção cujas peças sempre têm movimento, remetendo à beleza delicada de uma mulher sob os lençóis. A verdadeira sensualidade, que insinua mais do que revela, e que sugere as formas do corpo pela maneira como o tecido cai sobre ele.

    Quando o veludo entrou em cena, pareceu uma quebra na unidade da coleção, porque ele apareceu em tons de bordô que se desdobravam do vermelho rubi ao vinho, passando pelos ocres, mostardas, beges que acabavam dourados. E então tudo foi se harmonizando, já que o veludo ia se dissolvendo em delicados devorês que se comportavam como manchas sobre os vestidos de seda, em transições suaves que traziam surpresas a cada cor em que ele era aplicado.

    Sabe quando um espetáculo deixa uma sensação de alegria na plateia?

    Nem foi tão importante a falta da linda Raquel Zimmerman, substituída pela inglesinha Rosie Huntington-Whiteley, considerada a mulher mais sexy do mundo no ano passado pela revista Maxim. A escolha faz jus ao clima do desfile: ultrafeminino, provocando na plateia de mulheres o desejo de exaltar essa feminilidade.

    Só depois é que fui saber que a inspiração da Animale veio dos czares russos. Interessante é isso: o estilista se inspira num determinado tema ou imagem, mas o que importa mesmo é o resultado. O objetivo é fazer uma bela coleção, dessas que a gente quer usar no minuto seguinte. E nesse quesito, a Animale fez o dever de casa com louvor.

  • janeiro23rd

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    Uma instalação sen-sa-cio-nal marca a nossa entrada na 32ª edição da São Paulo Fashion Week, que tem como tema Universo Criativo. São criações e seus criadores, que em vídeos explicam como gestam seus trabalhos. Vou falar mais nada, não, porque melhor é assistir e sentir. O vídeo foi feito pelo Tiago Batitucci.

  • janeiro19th

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    Tive a honra de ser convidada pelo Ministério das Relações Exteriores para escrever especialmente para uma publicação chamada Textos do Brasil. A edição para a qual fiz um artigo é a de número 18, fala sobre a moda brasileira e eu escrevi sobre a relação entre moda e internet. Imagina a minha alegria por estar presente numa revista dessas, que traz nomes de peso como Costanza Pascolato e Glória Kalil. Finalmente a revista saiu, é linda de morrer e será editada em várias línguas, para ser lida pelo mundo afora. Você pode baixar o seu arquivo aqui. Abaixo, imagens do meu artigo.

     

    Minha gratidão a Ana Beatriz Nogueira, que me fez o convite.

  • janeiro18th

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    A bossa nova foi um dos movimentos mais importantes da música popular brasileira. Quem não gosta de um João Gilberto, Tom ou Vinínius cantando suave numa tardinha de sábado?

    Durante o Fashion Rio, os corredores do Píer Mauá foram palco de uma exposição com dezenas capas de discos do grande designer César Villela, criados nos anos 60 para álbuns significativos da bossa nova.

    Eu adoro esse estilo musical e poderia perfeitamente ter nascido nos anos 60. A mostra me chamou atenção também pelo quanto as capas de discos são modernas e parecem ter um design contemporâneo. Numa entrevista à revista Veja, César Villela explicou que, enquanto ele trabalhava na capa de um disco de João Gilberto, o cantor o ligou pra ele tarde da noite pra explicar que seu disco não era tristeza, era tristezinha. Um telefonema bem no estilo João Gilberto de ser.

    Este foi o vídeo que mais gostei de fazer porque ele fala de um assunto que me interessa muito. Estou aprendendo – e bem no começo do aprendizado. Minha voz não tem potência, e gravar com o som ambiente em um evento movimentado acaba fazendo com que a gente grite, sem retorno da própria voz. Mas, com a ajuda da Katya, do Fábio e do Gabriel, que me incentivaram durante toda a cobertura, fiz este vídeo que pra mim é o mais bonitinho de todos.

  • janeiro14th

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    Gente que vem para passear, gente que vem para trabalhar, outros que vêm para fazer um pouco de cada. As que correm pra lá e pra cá preferem não usar salto: quanto mais conforto, melhor. As modelos já estão tão acostumadas, que não descem do salto nem mesmo quando descem das passarelas. As fashionistas podem ter os pés doendo, mas mantêm o sorriso no rosto. E ainda tem as que ficam entre um e outro, equilibrando conforto e glamour em saltos médios bem resolvidos. Para saber mais sobre uma pessoa que está nos corredores do Píer Mauá, mais do que olhar para o rosto você deve olhar para os pés. Como na vida, subir no salto no Fashion Rio pede jogo de cintura. E você, iria de salto ou rasteirinha para uma semana de moda?

  • janeiro12th

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    Se ele fosse uma pessoa, seria dessas nada discretas, sempre com um sorriso aberto, que quando chegam nas festas todo mundo nota e corre para abraçar. Dessas pessoas marcantes, que chamam atenção por onde passam, e que por isso a gente ama ou odeia, sabe?

    O amarelo não é gente, mas marca presença como se fosse. Uma vibração corajosa, que fala de vida. Primo mais modesto do dourado, descendente do sol, sinônimo de atenção, é uma cor que simplesmente não passa despercebida.

    Ontem mesmo eu falei aqui no blog sobre o amarelo e em como ao longo do tempo fui mudando minha opinião sobre a cor. Chegando no Píer Mauá, reparei que o amarelo também estava por aqui: em detalhes, peças mais marcantes ou looks inteiros, mas sempre usado por quem tem estilo de sobra.

    E se ele estava presente aqui fora, em que ainda é verão, também compareceu aos desfiles da Patachou, Coven e Cantão, onde o inverno chega primeiro. O que me leva a apostar que ele vai ser uma das cores do Inverno 2012, mesmo sendo normalmente mais associado ao verão. Provavelmente ele virá pincelando algumas peças, harmonizado com o dourado e o cobre, enaltecendo o vinho e o roxo, como vimos na Patachou, ou disfarçado de mostarda. De um jeito ou de outro, todo mundo vai notar.

    De uma coisa eu tenho certeza: amarelo é uma cor que fala muito (e bem) sobre quem o está usando.

    Acompanhe nossa cobertura aqui!

    (fotos Marcos Madi)

  • janeiro11th

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    (fotos Marcos Madi)

    “Os homens preferem as loiras”, mas as mulheres estão cada vez mais preferindo ser… ruivas. Pelos corredores do Fashion Rio, chama atenção a quantidade de mulheres ruivas que passam por nós, e já nos acostumamos a vultos vermelhos em nosso campo de visão, junto com os enormes navios atracados no Píer Mauá.

    A impressão que fica é a de que o ruivo está voltando a ser hit, depois de muitas temporadas de domínio do blondie. Embaladas pelo clima, as ruivas naturais tomam coragem e soltam os cabelos, passeando com mais desenvoltura, até mesmo para mostrar suas lindas sardinhas.

    Eu adoraria ter nascido ruiva. Mais precisamente uma Julianne Moore. Por isso, já tive cabelos vermelhos por muitos anos. No começo, foi bem difícil combinar a cor do cabelo com a cor da roupa. Com o tempo, fui me acostumando e ousando mais. Depois me cansei e voltei para a paleta dos castanhos.

    E você, o que prefere? Loira, ruiva ou morena? Acha que tem que ter sempre a mesma cor de cabelo ou é adepta do estilo camaleoa e gosta de brincar de ser uma mulher diferente a cada temporada? Qual é a sua cor predileta?

    Algumas dessas perguntas vamos fazer aqui nos corredores e salas do Fashion Rio. E ainda vamos conversar com os especialistas em cabelos do lounge da Nativa Spa, para saber se existe algum segredo para cuidar dos cabelos tintos e dos ruivos naturais.

    Aguarde. Nossa cobertura está só começando!

  • janeiro11th

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    O primeiro dia de desfiles do Fashion Rio trouxe as coleções de inverno das marcas Herchcovitch, Acquastudio, Patachou, Alessa e Cantão.

    Tive a oportunidade de conversar com Érika Frade, estilista da Patachou, e sua calma antes da apresentação não era gratuita. A sofisticada coleção de inverno da Patachou estava pronta para representar o trabalho de Érika à altura do seu talento e pesquisa, portanto não havia motivos para insegurança. Na passarela, vimos 26 releituras dos quimonos japoneses, indumentária que mereceu um mergulho de Érika para entender suas formas e seus porquês.

    A inspiração tinha tudo para transitar pelo óbvio, mas o resultado foi uma coleção com ricos tecidos e texturas, cores primorosas e formas surpreendentes. O brilho e o glamour do inverno estavam presentes nos tecidos metalizados, lurex, linhos encerados e jacquards de seda. E para o clima frio, a cartela de cores é quente: mostarda, amarelo, vinho, uva, roxo, sempre com a presença de detalhes dourados.

    A coleção tem looks que são verdadeiros pijamas para frequentar as festas mais chiques, pois mesmo sem mostrar quase nada do corpo, esbanjam sensualidade e falam muito da mulher que está dentro deles. O conjunto surpreende pela riqueza de diferentes cortes, detalhes e formas. Érika desconstruiu as estruturas da roupa milenar japonesa, e desenvolveu novas peças que conseguiram trazer o perfume oriental juntamente com a personalidade da marca. Em outras palavras, há criação em cima do que já é rico. O que se traduz em mulheres ansiosas para ver o que vai das passarelas para as lojas na próxima estação.

    Uma dessas mulheres sou eu. E eu quero tudo amanhã mesmo.